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FONAJUT começa com reflexão sobre o papel da sociedade para combater a violência nos estádios

FONAJUT: Judiciário e imprensa fazem reflexãosobre o papel da sociedade para combater a violência nos estádiosA primeira palestra do Fórum Nacional dos Juizados do Torcedor e de Grandes Eventos - FONAJUT - foi do Juiz de Direito Marco Aurélio Xavier, titular do Juizado do Torcedor e de Grandes Eventos da Comarca de Porto Alegre. Ele abordou o tema Judiciário nos estádios de futebol e nos grandes eventos: uma trajetória de grandes vivências. O magistrado citou a criação do Juizado do Torcedor em Porto Alegre, na Copa do Mundo de 2014, que centralizou a atividade relacionada aos jogos e grandes eventos. Segundo ele, desde então, houve uma grande evolução no comportamento social nos estádios, mas ainda há muito o que evoluir nesta área. "Futebol é uma verdadeira instituição social e queremos proteger o torcedor", afirmou o Juiz Marco Aurélio Xavier.O magistrado ressaltou que, além de atrair milhares de pessoas pela paixão pelo esporte, o futebol tem relação com a política e a economia, o que, para ele, determina o motivo de ser uma prioridade para as instituições públicas. "Uma das consequências de todo este envolvimento é a proliferação dos atos criminosos, que vão desde o tráfico de drogas, a corrupção e os atos de violência", salientou o Juiz ao frisar também a importância da participação dos clubes na luta contra a violência."Um dos objetivos deste encontro é a interação nacionale a unificação da conduta jurisdicional", afirmou o Juiz Marco Aurélio Na sequência, houve o debate Mídia desportiva na prevenção da violência nos estádios e nos grandes eventos. O Juiz-Corregedor Luiz Felipe Severo Desessards conduziu o bate-papo entre os jornalistas José Aldo Pinheiro, Luiz Carlos Reche, Lauro Quadros, Débora de Oliveira e Cesar Cidade Dias.Jornalistas abordaram a responsabilidade dos profissionaise dos veículos de comunicação na redução da violência nos estádiosOs convidados, que têm grande experiência em coberturas esportivas, narraram experiências e deram sugestões que poderiamcontribuir para a redução dos atos violentos nos estádios.Lauro Quadros falou do tempo em que as mulheres nem iam ao estádio e da mudança que o esporte e o trabalho jornalístico sofreram ao longo dos anos. Luiz Carlos Reche disse que atua no futebol desde 1985, tempo em que se mostravam as festas das torcidas organizadas. Segundo ele, é difícil uma equipe de reportagem chegar perto dos grupos. "Precisamos pensar no que vamos falar na rádio. Temos responsabilidade e temos que falar em paz", concluiu o radialista.José Aldo Pinheiro citou a mudança no ambiente do futebol, o machismo e o preconceito existentes: "Temos que pensar que está na hora de dar fim a isto. Não dá para cada um levar uma violência que é só sua para o campo de futebol."Juiz-Corregedor Luiz Felipe Severo Dessessards,responsável pela coordenadoria do JTGE,mediou o painel entre profissionais de imprensaCesar Cidade Dias falou sobre as coberturas jornalísticas que se aproveitam da violência em busca de audiência. "A mídia ajudou a criar um monstro e a extrema rivalidade entre times e torcidas", afirmou o jornalista, ao convocar os colegas para refletir em novos jeitos de fazer as coberturas sobre o tema.Débora de Oliveira explicou como procura aplicar o conhecimento acadêmico em psicologia do esporte, que adquiriu nos últimos anos, à rotina de matérias que faz. "Quando eu mudo, o mundo muda. Como posso mudar o torcedor? Tento humanizar o trabalho que fazemos", salientou.O FONAJUT segue amanhã, 17/10, e sexta-feira, 18/10. Confira a programação completa do evento no link: http://www.tjrs.jus.br/fonajut/ EXPEDIENTETexto: Patrícia CavalheiroAssessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arendimprensa@tjrs.jus.br Publicação em Wed Oct 16 19:20:00 BRT 2019 Esta notícia foi acessada: 11 vezes.
16/10/2019 (00:00)
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