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FONAJUT: Dirigentes, jogadores, árbitro e torcedores refletem sobre como prevenir violência no futebol

FONAJUT: Dirigentes, jogadores, árbitro e torcedoresrefletem sobre como prevenir violência no futebolAs atividades desta quinta-feira, 17/10, segundo dia do Fórum Nacional dos Juizados do Torcedor e de Grandes Eventos , encerrou-se com painel formado por quem mais próximo vive o futebol: quem fez dele o ganha-pão, quem dirige clube, quem organiza o esporte e quem faz a festa na arquibancada.Sob o tema Papéis e contribuições para a prevenção da violência no futebol, os debatedores destacaram um cenário de melhoria geral no ambiente dos estádios e apontaram a prevenção - via campanhas educativas - como ferramenta para avanços. Racismo é preocupação. A condução do debate foi do Juiz-Titular do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos de Porto Alegre, Marco Aurélio Martins Xavier.Participaram os Presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr., e do Internacional, Marcelo Medeiros; o Vice-Presidente da Federação Gaúcha de Futebol , Luciano Hocsman; Márcio Chagas da Silva, ex-árbitro de futebol e comentarista esportivo; os ex-jogadores da dupla Grenal, Iarley e Geraldo Pereira de Matos Filho, o Mazaropi; Leonardo Araújo, representante da torcida organizada Geral do Grêmio, e Juan Castro Ahumada, Diretor de Relações Sociais do colorado.Debatedores destacaram cenário de melhoria no ambientedos estádios e apontaram a prevençãovia campanhas educativas como ferramenta para avançosControleOs presidentes da dupla Grenal apostam no estímulo à convivência sadia e aprimoramento das relações como solução para a violência nos estádios. Segurança e controle são pontos-chave.Marcelo Medeiros destacou que os índices de violência dentro do Beira-Rio têm decrescido muito, graças a medidas como o monitoramento por câmeras de vídeo. Em caso recente de assédio a uma repórter, o torcedor foi identificado em menos de uma hora, lembrou. "Diariamente a gente trabalha para aprimorar esses processos." Fez menção ainda ao trabalho fundamental da Brigada Militar.O dirigente colorado vê como problema pessoas "que vão para o estádio não para torcer, mas para beber" e citou a final da Copa do Brasil, quando cerca de 20 mil pessoas estiveram no entorno do Beira-Rio. ¿Não há esquema de segurança capaz de controlar".Romildo Bolzan Jr. passou uma mensagem de otimismo. "Vivemos um processo cultural para melhor", disse o dirigente gremista, para quem aspectos como comportamento do torcedor, controle e outros aspectos envolvidos com o jogo têm evoluído. Segundo ele, é preciso dar atenção a ações preventivas, buscando alertar e conscientizar.Ambos citaram esforços internos nesse sentido. Os clubes, por exemplo, mantêm setores permanentes de relação com a torcidas organizadas. Destacaram ainda o êxito do setor de torcidas mistas nos clássicos. DiálogoA torcida mista é iniciativa que o Vice-Presidente da FGF planeja estender para grandes jogos no interior do estado. Hocsman assume a entidade a partir de janeiro, depois de completar 16 anos no cargo atual. Por outro lado, não acredita que um dia seja necessário limitar o acesso nos clássicos Grenais apenas à torcida do mandante - expediente usado por causa da violência em centros como são Paulo e Buenos Aires.Hocsman revelou o compromisso de criar campanhas contra o racismo e a violência no futebol gaúcho e disse que a FGF está aberta ao diálogo.RacismoMárcio Chagas abandonou a carreira de árbitro de futebol no seu melhor momento, depois de um jogo na cidade gaúcha de Bento Gonçalves. Fora o terceiro caso marcante de racismo que ele, negro, sofrera apitando jogos. "Deixei de aquecer no gramado para não ser agredido, insultado", lembrou hoje sobre o episódio, em 2014. Não adiantou. Ao final da partida, encontrou bananas deixadas em seu carro. A decisão de abandonar o ofício foi imediata. "Questão de moral, ética, de hombridade." Desde então, engajou-se no combate à "mazela histórica" do racismo. Apregoa uma grande mobilização entre todos os atores do futebol para que o problema seja denunciado, atacado e objeto de campanhas de conscientização;"Não se trata de vitimismo", disse o comentarista de televisão. Chamou atenção para o fato de que, em um esporte em que a maioria dos jogadores são negros, são raros os que chegam a postos de comando. "Isso tem que incomodar para podermos avançar no debate."Com dados do Observatório do Racismo no Futebol, mostrou que em 2018 e 2017 houve, respectivamente, 43 e 44 casos de preconceito denunciados. Em 2019, já foram 36.EducaçãoOs craques Iarley e Mazaropi falaram de suas experiências como atletas para exaltar a importância do esporte como ferramenta educadora, principalmente para os jovens. Companheirismo e amizade são lições importantes. "Eu tive essa formação. Foi perfeita", contou o cearense, ex-atacante e campeão do mundo com o colorado.Já o ex-arqueiro revelou que foram os valores aprendidos com os pais e com o futebol que o fizeram passar por uma fase difícil, quando, em 1982, foi acusado de ajudar a fraudar resultados. "Convivência em grupo e respeito também servem para os torcedores", ensinou Mazaropi - outro campeão mundial, mas pelo tricolor.Sensibilização e mais severidadeRepresentante da maior torcida organizada do lado azul, a Geral do Grêmio, Leonardo Araújo disse que o grupo passa por uma transição iniciada ainda em 2016, a fim de descobrir "novas lideranças que querem o bem do Grêmio. Processo de muito olhar para dentro e fazer as coisas corretas", explicou. Embora esse "circuito de boa onda" ainda enfrente algumas resistências internas, Araújo vê progressos. "Hoje, com muito orgulho, a gente tem uma boa conduta, ajudando o clube." A Geral do Grêmio tem cerca de 500 integrantes e já se envolveu em casos de violência que resultaram em algumas suspensões por ordem do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos da capital.Juan Ahumada, que lida diretamente com as torcidas organizadas coloradas, entende que o trabalho de conscientização junto aos integrantes surte efeitos, neutralizando as brigas. Entre os pontos mais destacados, está a identificação dos inpíduos causadores de confusão, o que evita a punição de toda o grupo. A partir desse trabalho, os próprios infratores passaram a se acusar rapidamente.Ele propõe punições mais severas a integrantes reincidentes, a fim de evitar o que chama de "torcedor violento pop-star", aquele que se filma pelo Instagram enquanto cumpre pena na delegacia - a proibição de frequentar estádios cumulada com apresentação em posto policial é transação penal comumente aplicada pelo JTGE.O FONAJUT tem seu terceiro e último dia amanhã. Confira a programação: http://www.tjrs.jus.br/fonajut/?pagina=programacao. EXPEDIENTETexto: Márcio DaudtAssessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arendimprensa@tjrs.jus.br Publicação em Thu Oct 17 22:53:00 BRT 2019 Esta notícia foi acessada: 16 vezes.
18/10/2019 (00:00)
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