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FONAJUT: Homofobia e racismo estão entre os temas debatidos no evento inédito no país

FONAJUT: Homofobia e racismo estão entre os temasdebatidos no evento inédito no paísO segundo dia do Fórum Nacional dos Juizados do Torcedor e de Grandes Eventos começou com um painel para analisar o comportamento social em jogos e eventos mediado pelo Juiz-Corregedor do TJRS Luiz Felipe Severo Desessards. O primeiro a falar foi o psiquiatra forense Montserrat Antonio de Vasconcelos Martins, que abordou o tema O futebol e a cultura da violência - uma análise do fenômeno sob o prisma psíquico. O médico citou as situações que provocam estados alterados de consciência, como transtornos psiquiátricos, estar apaixonado, hipnose e, inclusive, participar de um grupo, como o caso de torcidas organizadas: "Nestes casos, há inibição de características inpiduais e a pessoa muda quando está em grupo. Seria como perder parte de sua identidade inpidual. O grupo dá poder e a pessoa fica menos racional e mais emocional, mais impulsivo", explicou Montserrat Martins.Cultura da violência sob o prisma psíquico...O Psiquiatra ainda ressaltou em um grupo anônimo, ninguém é responsável pelos atos. Por isso, ele acredita na inpidualização da culpa como uma saída para redução da violência. Daí, o foco deve se voltar para câmeras de segurança, a inteligência das polícias e a atuação conjunta de todos com o Poder Judiciário, no intuito de identificar os possíveis agressores. O médico também fez uma análise de como os grupos podem ser solidários e tolerantes internamente, mas não exercerem os mesmos valores com quem não pertence ao grupo.Em seguida, houve a explanação do doutor em educação pela UFRGS, professor Gustavo Andrada Bandeira, que falou sobre Torcidas e a violência verbal justificada. Ele citou a tese de doutorado que realizou com torcedores do Grêmio, onde também analisou questões como racismo e homofobia, citando exemplos que ocorreram envolvendo estes crimes nos estádios de todo o mundo. Para o professor, há clubes envolvidos em promover ações positivas para evitar a violência nos estádios, como o Bahia, que criou uma campanha contra homofobia e o Fluminense com a hashtag #timedetodos. Gustavo Bandeira ainda elogiou a iniciativa de Inter e Grêmio ao se unirem para arrecadar donativos para moradores de rua e citou o Grenal contra o racismo.A terceira palestrante deste painel foi a jornalista Kelly Costa. Ela falou sobre O contexto feminino na cultura do futebol, ressaltando a necessidade de haver uma mudança de atitude, de comportamento e de pensamento das pessoas. "Não pode mais, não cabe mais agir de forma preconceituosa inpidualmente. Nem em casa, nem com meu vizinho. Precisamos desconstruir o preconceito dentro da gente e mudar a postura. Assim, conseguimos contagiar os outros. Antes de cobrar da sociedade, me policio para me desconstruir", afirmou a Jornalista, que já sofreu ataques enquanto trabalhava. Ela falou do nascimento do movimento #deixaelatrabalhar, em 2018, quando Jornalistas mulheres que trabalham na área esportiva gravaram um vídeo para chamar atenção para o preconceito que sofrem....e os bons exemplos gerados pelo futebolno segundo dia do eventoTambém participaram deste painel a Juíza de Direito Patrícia Ceni, que atua no Juizado do Torcedor de Mato Grosso, o Desembargador Lafayette Carneiro Vieira Júnior, Corregedor-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do Amazonas e o Desembargador Sérgio Antônio Ribas, do Tribunal de Justiça de São Paulo.Futebol e adoçãoNo fim da manhã houve o painel O futebol e as grandes inspirações - Adote um torcedor, com a participação dos Juízes de Direito de Pernambuco Élio Braz Mendes e Ana Luiza Câmara, da Juíza-Corregedora do TJRS Nara Cristina Neumann Cano Saraiva e do Juiz do Juizado do Torcedor de Porto Alegre Roberto Carvalho Fraga.O magistrado Élio Mendes apresentou o projeto Adote um torcedor, desenvolvido entre o Judiciário pernambucano e o time de futebol Sport Club do Recife. "Pontuamos a emoção do futebol e a emoção da adoção e usamos a sugestão como forma de influenciar a adoção e os resultados foram surpreendentes."A Juíza-Corregedora Nara Cristina Neumann Cano Saraiva fez o relato da experiência realizada no Rio Grande do Sul, com o projeto Adote um pequeno torcedor, tchê!.Ela também citou como tem sido a reação das crianças e adolescentes: "Todos apoiaram nossos projetos e se sentem incluídos. Nos encontramos uma vez por mês em um comitê, onde eles nos contam o que sentem. Os acompanhamos nos jogos e vemos o resgate da cidadania. Além do encaminhamento para família substituta, queremos também dar visibilidade para esses adolescentes." O FONAJUT segue agora à tarde e amanhã, 17/10, no Palácio da Justiça, em Porto Alegre. Participam do Fórum magistrados de sete estados . Ao todo, foram 215 inscrições. Entre os presentes, estão advogados, policiais militares e civis, jornalistas, estudantes e outros.Confira a programação completa: http://www.tjrs.jus.br/fonajut/?pagina=programacao. EXPEDIENTETexto: Patrícia CavalheiroAssessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arendimprensa@tjrs.jus.br Publicação em Thu Oct 17 15:21:00 BRT 2019 Esta notícia foi acessada: 41 vezes.
17/10/2019 (00:00)
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